Plano de Lázaro Barbosa é sair de Goiás e fugir para outro estado

Os planos de Lázaro Barbosa não parecem envolver a ideia de ficar escondido da polícia para sempre dentro das matas do entorno do Distrito Federal. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, a família mantida refém na semana passada disse que o criminoso disse que queria fugir para outro estado do país.

“É para vocês mandar uma mensagem para eles, para os policiais, que eu quero sair do Goiás e do DF. Enquanto eles não deixar, eu vou continuar fazendo isso que eu estou fazendo com vocês”, disse o criminoso, de acordo com relato do pai da família, feita refém em Edilândia, na última terça-feira (15).

Bloqueios

Para não permitir que a fuga para outros estados aconteça, além dos policiais, cães, helicópteros e drones dentro da mata, investigadores estão espalhados pela rodovia BR-070, fazendo bloqueios e revistando veículos, na tentativa de encontrar o homem, caso ele consiga roubar um carro. Até aqui, durante a fuga, ele já roubou dois carros.

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Buscas por Lázaro Barbosa


Nesta segunda-feira (21), completam-se 13 dias de buscas por Lázaro Barbosa. Ele é procurado desde a quarta-feira, dia 9, quando, de acordo com os investigadores, invadiu uma chácara em Ceilândia, no DF, e matou quatro pessoas de uma mesma família.

A caça a um assassino em fuga chamou a atenção do país esta semana. Lázaro Barbosa invade casas, aterroriza famílias, e é acusado de matar cinco pessoas nas últimas duas semanas. Trezentos policiais estão atrás dele. Até este domingo (20), no 12º dia de buscas, não conseguiram capturá-lo.

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Os repórteres do Fantástico na Bahia, no Distrito Federal e em Goiás reconstituíram a trajetória de crimes de Lázaro, nos últimos 13 anos. Um homem violento, cruel e imprevisível.

O Fantástico conversou, com exclusividade, com uma família de Cocalzinho de Goiás. A mãe, o pai e a filha ficaram por quase duas horas em poder de Lázaro Barbosa. Com medo, eles se mudaram do lugar. A família tinha acabado de almoçar, quando Lázaro apareceu.

Pai: Falou assim para mim: ‘não reage, não, senão o senhor morre’.
Filha: Eu estava no quarto e escutei o meu pai falando para não fazer nada. Nisso, eu já entrei no meu WhatsApp e entrei na conversa de um policial que passou lá no dia anterior, que tinha deixado o número, e mandei mensagem.
Mãe: Aí eu arrumei a comida. Ele: ‘passa o celular também’. Aí nisso ele já tinha amarrado o meu marido. E pegou o celular meu e da minha filha. E já pôs nós para correr para baixo, no rumo do rio e do mato.
Pai: Aí ele: ‘dentro d’água; dentro d’água, e não é para pisar na areia. Se pisar na areia, vocês morrem’. Para não deixar rastro.

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